Com mais de 1 milhão de reproduções nas plataformas digitais, o duo Gus e Vic se prepara para entrar em turnê com o seu álbum “Savana”. O primeiro show, que acontece no próximo dia 05/05 no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro, promete ser uma experiência única para os amantes da música.

Com composições autorais e em português, que vão desde o indie e o rock ao pop e o blues, o duo vai te encantar à primeira música. Conversamos com o casal, que contou pra gente um pouquinho da sua história e dos seus planos para 2018.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

1. Contem pra gente um pouco sobre como a história de vocês começou? É verdade que se conheceram em um karaokê?

Nos conhecemos num karaokê aqui no Rio em 2013, durante o aniversário de um amigo em comum. Gus decidiu ir de última hora e, caso ele não fosse, talvez nunca tivéssemos nos conhecido! Foram muitos desencontros até esse dia. Sempre frequentamos os mesmos lugares, estudamos na mesma faculdade e até fizemos o mesmo curso (publicidade), porém em épocas diferentes e jamais nos encontramos por lá. Termos ido a esse aniversário mudou nossas vidas. O aniversariante estava nos apresentando quando chegou a minha vez de cantar. Nessa hora, chamei Gustavo e mais dois amigos para me ajudarem: cantamos I Want It That Way dos Backstreet Boys. Melhor música.

2. Vocês dois sempre tiveram uma relação muito próxima com a música ou isso tudo começou depois que se conheceram?

Vic: eu não tinha nenhum tipo de trabalho musical… Cantava e escrevia, mas sempre para mim mesma, sem pretensão de expor realmente. Sempre fui uma pessoa muito musical, desde bem novinha. Cada som, fosse de uma goteira ou o barulho dos carros na rua, tinha um ritmo e eu cantava junto. Com quatro anos fiz uma performance inédita (kkkkk) de Con Te Partiro no meio de uma galeria durante uma viagem por conta da acústica do local, que dava uma sonoridade operística à minha voz de criança. Eu tinha acabado de ganhar um CD do Andrea Bocelli e da Zizi Possi, então canções em italiano estavam em alta em minha mente, hehe.

Gus: Antes de 2013 eu já tinha algumas composições já produzidas e alguns shows feitos também, mas tudo de forma amadora e devagar. Desde que me lembro, sempre gostei de “inventar” coisas, fazer sons e juntar várias ideias diferentes em algo que achasse interessante. Só comecei a fazer música por causa desse gosto de criar coisas e por causa das composições musicais que surgiram. Tocar e cantar são meios de dar vida a isso tudo.

3. Vocês já fizeram shows no Rio, em São Paulo e até nos Estados Unidos. Como foi cantar lá fora?

Sim, já fizemos mais de 100 apresentações – que eu contabilizo automaticamente em uma planilha (kkkk, sou capricorniana, né, gente, tenho que organizar tudo). A maioria no estado do Rio, alguns shows em São Paulo (como nossa participação no Estúdio Showlivre e One RPM Sessions) e, no ano passado passamos uma temporada em Nova Iorque e trabalhamos bastante. Fizemos duas apresentações em casas de show icônicas, Nublu e Lovecraft, esta última de temática inspirada no grande autor, H P Lovecraft. O público foi muito receptivo ao nosso som e ficamos impressionados com o profissionalismo e cordialidade com que o artista é tratado nas casas de show, tanto pelo staff quanto pelos clientes. Não tem essa de “você está na minha casa de show, estou lhe fazendo um favor”. Tudo aconteceu de maneira muito profissional e foi uma experiência muito feliz. Lá, apresentamos nosso formato de voz e violão com beats eletrônicos programados nos acompanhando. Indico a todos os artistas que forem ao exterior para entrarem em contato com casas, enviando seu trabalho. Com a gente foi assim. Na cara de pau, mandei nossas músicas e alguns materiais para algumas casas de show. E nos chamaram.

4. Você acabaram de lançar “Savana”, seu primeiro álbum. Como foi desenvolvê-lo? Todas as músicas são autorais? Quais foram as suas referências musicais nesse processo criativo?

Nós dois somos autores de todas as composições do álbum, com exceção de Aldebarã que é do Fred Cosato (pai Vic). Em nosso processo de gravação e seleção das faixas houve uma impressão muito forte do tempo e das circunstâncias em que estávamos inseridos. Acreditamos que Savana conversa com quem éramos em 2016, quem fomos em 2017 e quem seremos em 2018. É uma aposta no que acreditamos, com sonoridades originais e elementos coesos. Sobre as referências do álbum, precisamos começar falando que, individualmente, nossas referências são bem diversas e nossos repertórios musicais bastante complementares, por serem tão diferentes. As faixas que escrevemos juntos são uma junção de nossos universos, como We Know e Promise, por exemplo. Não tivemos em mente artistas específicos ao longo da produção, mas sem dúvidas tudo que gostamos se faz presente em nós, de Black Keys a Lady Gaga e Michael Jackson.

5. A gente percebeu que os estilos musicais do álbum variam de música para música? Porque fazer um álbum tão eclético? Tem algum ritmo que vocês se identificam mais?

É natural para nós desenvolver nossa carreira sem amarras. Somos plurais e gostamos de todo tipo de música. A única amarra possível é criar, através de nós mesmos. Tudo começa quando “ouvimos” o que a composição quer pra ela. Acima de qualquer vontade nossa ou outro fator externo. Imaginamos que cada composição já existe em seu próprio ambiente, seja ele uma bela paisagem, uma usina abandonada, o mar, nossa casa, uma festa… Ter isso em mente nos ajuda a desenvolver os arranjos e estilos de cada faixa. Sobre a última parte da pergunta, nos identificamos com histórias, não somente com estilos e gêneros sonoros. Entrevista Em Voga

6. A maioria das músicas do álbum são em inglês. Vocês tem muita afinidade com a língua? O que os levou a compor maioritariamente em inglês pro álbum?

Não pensamos na língua como uma barreira ou algo imutável e definido. A escolha do idioma de cada canção depende muito do que queremos passar com ela, assim como sua energia e a história que queremos contar, por isso variamos nas composições. Temos várias personalidades e cada uma tem uma maneira de se expor através das músicas. Agora, de forma pessoal, eu (Vic) cresci com pais professores de inglês, formados em letras e ia com minha mãe para suas aulas particulares desde pequenininha. Ela me colocava no bebê conforto e íamos juntas cruzar a cidade para ela poder trabalhar. Com certeza estas experiências e esse amor moldaram boa parte do meu subconsciente criativo.

7. De onde surgiu a ideia de lançar o clipe “Noite” como um curta-metragem? O que ele representa pra vocês?

Vocês acharam que tem esse aspecto de curta? Que bacana! Quando decidimos contar a história de Noite através de imagens, a ideia foi entrar no nosso universo particular e dar luz a momentos simples do cotidiano, como preparar um café, ou ficar juntos curtindo um som com nosso cachorro. O clipe de Noite fala, acima de tudo, de experiências verdadeiras e sobre encontrar o seu lugar de felicidade no mundo.

8. Por fim, queríamos saber quais são os planos de vocês para 2018? Vão entrar em turnê? Já tem outros projetos encaminhados?

Estamos em processo de gravação de novos clipes e em 05/05 iniciaremos os shows do álbum com o grande lançamento no Teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro. Teremos 10 músicos no palco buscando reproduzir os sons do álbum ao vivo, com todos os seus elementos. Estamos muito felizes e animados com a possibilidade de levar este show para todo o Brasil!

Se encantou por eles? Então, não perca o primeiro show da turnê! Garanta seu ingresso aqui.

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