Estter vive novo momento na carreira e fala sobre o preconceito com a música popular: “não consideram esses ritmos como música”

A cantora Estter, nascida em Fortaleza, começou sua historia na música aos 3 anos de idade, quando já se apresentava em eventos gospel. Aos 17 anos, ela se lançou no funk e ficou conhecida com o single “Amor de Verdade 2”, onde cantou junto com o MC Kekel. O videoclipe da faixa conta hoje com mais de 7 milhões de views no Youtube e mais de 1 milhão de plays no Spotify. Recentemente, ela decidiu se jogar no trabalho independente e explica como enxerga as barreiras e possibilidades como uma artista mulher, cantando os estilos musicais que mais sofrem preconceito na indústria da música.

“No começo da minha carreira eu não só senti que não me levavam a sério por ser uma mulher buscado o meu espaço na música, como vivi este tipo de situação explicitamente. Esse foi um dos motivos que me fizeram decidir seguir em uma carreira independente, para não ter que me submeter a nada e a ninguém, fazer meu trabalho do meu jeito, no meu tempo e mostrar que sou capaz.” revela Estter.

Atualmente e após o primeiro grande sucesso, a cantora vem vivendo um novo momento na carreira. Com a intenção de não ficar estigmatizada em apenas um gênero musical, ela se considera uma artista eclética e planeja investir cada vez mais nas sonoridades urbanas, como trap, rap, funk e pop.

“Estou muito empolgada com os meus novos projetos e esse novo momento em que me encontro. Quero poder mostrar meu talento de várias formas diferentes! Eu quero cantar de tudo.” conta.

Além disso, a cantora também fala como enxerga as barreiras e o preconceito que cerca esses estilos musicais: “O Rap, o funk e o trap estão na luta contra o preconceito dentro da industria musical ha bastante tempo e agora, tem conseguido conquistar mais o seu espaço. Apesar disso, acredito que por serem gêneros urbanos e populares, nunca deixarão de sofrer preconceito. Sempre vão existir aquelas pessoas que não consideram esses ritmos como música e, que não respeitam sua origem, que é a mais original possível.” completa.